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Ciência produzida no Brasil

Descobertas científicas brasileiras

Um percurso dedicado ao que a pesquisa brasileira descobriu e ao que essas descobertas mudaram — dentro e fora do país. Reúne trabalhos em saúde pública, doenças tropicais, física de partículas, agricultura e genômica vegetal.

2 rankings com posições brasileiras
Ranking principal

10 descobertas científicas brasileiras que ganharam o mundo

De um parasita descrito em uma casa de pau a pique em Minas Gerais ao genoma de uma bactéria lido por uma rede de laboratórios: dez contribuições brasileiras de alcance internacional.

Em 1909, um médico de trinta e um anos instalado em um vagão de trem em Lassance, no norte de Minas Gerais, descreveu sozinho um parasita novo, o inseto que o transmitia, os animais que o abrigavam, o ciclo completo da infecção e o quadro clínico da doença que ele provoca. Não há outro caso igual na história da medicina. O ponto de partida deste ranking é reconhecer que uma ciência feita em condições precárias produziu, mais de uma vez, resultados que o resto do mundo passou a usar.

A seleção foi construída sobre uma exigência simples de enunciar e difícil de cumprir: a descoberta precisa ter sido incorporada fora do Brasil. Não basta ser um bom trabalho publicado por brasileiros. Foi preciso encontrar registro de que aquele conhecimento entrou em protocolos internacionais, em medicamentos de uso corrente, em sistemas de produção agrícola de outros países ou em programas de pesquisa que passaram a operar de forma diferente por causa dele.

Essa exigência produz um resultado que não é neutro. Ela favorece a saúde pública e a agricultura tropical, áreas em que o país montou instituições duradouras desde o início do século XX e em que existem indicadores acompanhados por organismos internacionais. Contribuições brasileiras em física, matemática e ciências humanas aparecem menos, não por serem menores, mas porque o critério escolhido mede um tipo específico de efeito. A seção de limitações trata disso sem rodeios.

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Ilustração editorial que representa o tema do ranking sobre descobertas feitas por mulheres cientistas Ciência geral

10 descobertas feitas por mulheres cientistas

Dez achados científicos assinados por mulheres, apresentados com o que a documentação histórica registra sobre as barreiras de acesso e a…

Ordenação editorial 35 min de leitura Atualizado em 14/08/2026

Onde a pesquisa brasileira aparece no acervo

A presença brasileira nos rankings se concentra em três frentes. A primeira é a das doenças tropicais e da saúde pública, campo em que institutos como o Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, e o Butantan, em São Paulo, produziram resultados incorporados à prática internacional desde o início do século XX.

A segunda é a da física experimental e teórica, com participação brasileira em colaborações internacionais e em trabalhos sobre raios cósmicos realizados a partir da década de 1940.

A terceira é a das ciências agrárias e da genômica vegetal, área em que pesquisas conduzidas no país alteraram a produtividade agrícola em solos tropicais e resultaram em sequenciamentos publicados em revistas de circulação internacional.

Critério de inclusão

Uma descoberta entra neste percurso quando o trabalho decisivo foi conduzido em território brasileiro ou por equipes estabelecidas em instituições do país. Pesquisadores brasileiros que fizeram sua contribuição principal no exterior são citados no texto das posições, mas o país registrado é aquele onde a pesquisa aconteceu — o mesmo critério aplicado a todos os demais países do acervo.

As fontes preferenciais para este recorte são publicações da Fundação Oswaldo Cruz, do Instituto Butantan, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, da Academia Brasileira de Ciências e artigos indexados na biblioteca SciELO, além das revistas internacionais em que os resultados foram originalmente divulgados.

A explicação completa do processo está em como criamos os rankings e em fontes e metodologia.