Fontes e metodologia
Uma lista só vale o que valem suas fontes. Esta página descreve quais referências usamos, em que ordem de confiança e como tratamos cada tipo de informação.
Hierarquia das fontes
Nem toda referência tem o mesmo peso. Trabalhamos com uma ordem de preferência explícita, e uma informação só é aceita a partir de um nível inferior quando não existe registro em nível superior — situação que, quando ocorre, é sinalizada no texto.
- Publicação original revisada por paresO artigo em que a descoberta foi comunicada pela primeira vez, com sua data e seus autores. É a referência mais forte para questões de prioridade e conteúdo do achado.
- Documentos de instituições científicasRegistros de academias de ciências, universidades, agências espaciais, organismos internacionais de saúde e institutos nacionais de pesquisa. São a base preferencial para dados quantitativos e para descrições de contexto.
- Revisões sistemáticas e artigos de revisãoTrabalhos que sintetizam o estado do conhecimento sobre um tema. Usados sobretudo para avaliar o grau de consenso em torno de uma interpretação.
- Obras históricas de referênciaHistória da ciência produzida por especialistas e publicada por editoras universitárias ou instituições acadêmicas. Fundamentais para contexto e para desfazer atribuições equivocadas.
- Material de divulgação institucionalComunicados e páginas explicativas de instituições reconhecidas. Aceitos para contexto e datas, nunca como única base de uma afirmação central.
Instituições consultadas com regularidade
As referências abaixo aparecem com frequência nas listas de fontes das páginas. Não há vínculo, patrocínio ou relação institucional de qualquer natureza entre esta publicação e as organizações citadas: elas são consultadas exatamente como qualquer leitor pode consultá-las.
- Fundação Nobel. Registros oficiais de laureados, textos de apresentação dos comitês e documentos que explicam o fundamento científico de cada premiação.
- Organização Mundial da Saúde. Séries históricas de mortalidade, cobertura vacinal, erradicação de doenças e classificação de agentes infecciosos.
- Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Literatura biomédica indexada, registros de ensaios clínicos e material de referência sobre genética e doenças.
- Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço. Dados de missões, arquivos de observação, cronologias de exploração espacial e material de referência sobre astronomia.
- Agência Espacial Europeia. Resultados de missões conjuntas, catálogos astronômicos e documentação técnica de observatórios espaciais.
- Fundação Oswaldo Cruz. Acervo histórico da pesquisa biomédica brasileira, documentação sobre doenças tropicais e produção científica nacional em saúde pública.
- Instituto Butantan. Registros sobre pesquisa com venenos animais, soros e imunobiológicos produzidos no Brasil.
- Biblioteca Científica Eletrônica em Linha. Acervo de periódicos científicos da América Latina, com destaque para a produção brasileira em saúde, biologia e ciências agrárias.
- Academias nacionais de ciências. Documentos históricos, biografias de membros e registros de comunicações originais apresentadas às academias.
- Universidades e seus arquivos. Coleções documentais, cadernos de laboratório digitalizados e cronologias institucionais que permitem datar trabalhos com precisão.
Como tratamos cada tipo de informação
Informações diferentes exigem cuidados diferentes. As regras abaixo valem para todas as páginas do acervo.
- Datas. Registramos a data da publicação ou do anúncio público. Quando o experimento decisivo ocorreu em ano distinto, os dois anos aparecem no texto da posição, com a distinção explicada.
- Autoria. Citamos quem assina o trabalho original. Contribuições decisivas que ficaram fora da autoria formal são mencionadas no texto quando há documentação que as sustente.
- Instituições. Indicamos onde o trabalho foi conduzido, com o nome vigente à época quando isso for necessário para evitar confusão histórica.
- Números e indicadores. Toda cifra vem acompanhada da fonte e do ano de referência. Não usamos números sem origem identificável, ainda que amplamente repetidos.
- Citações diretas. Usadas apenas quando há registro documental da frase. Frases atribuídas a cientistas sem fonte primária são evitadas, mesmo as célebres.
- Termos técnicos. Explicados na primeira ocorrência, sem simplificação que altere o sentido. Quando não existe equivalente consolidado, o termo original é mantido entre parênteses.
O que não aceitamos como fonte
Alguns tipos de material são recusados de forma sistemática, independentemente de quão convenientes sejam. A recusa vale inclusive quando a informação parece correta.
- Enciclopédias colaborativas de edição aberta, úteis para localizar referências, mas nunca citadas como fonte final.
- Portais de notícias sem indicação da pesquisa original, especialmente em coberturas de saúde e clima.
- Manuscritos ainda não revisados por pares, quando o resultado é usado como afirmação central.
- Material publicitário de empresas sobre suas próprias tecnologias ou descobertas.
- Compilações de listas publicadas por outros veículos, que reproduzem umas às outras sem verificação independente.
- Conteúdo gerado automaticamente sem revisão humana identificável e sem referências rastreáveis.
Limites conhecidos deste método
Um método honesto declara onde falha. Três limitações afetam de forma reconhecida o acervo, e nenhuma delas tem solução simples.
A primeira é o viés de registro. A história da ciência que chegou até nós é desproporcionalmente europeia e norte-americana, porque foram essas as instituições que sistematizaram publicação e arquivamento a partir do século XVII. Contribuições de outras regiões existem, mas estão pior documentadas — o que afeta a composição das listas mesmo quando não há intenção de excluí-las.
A segunda é a assimetria de reconhecimento. Mulheres cientistas, pesquisadores de países periféricos e integrantes de equipes técnicas aparecem menos nos registros formais de autoria do que sua contribuição real justificaria. Quando há documentação, corrigimos no texto; quando não há, a lacuna permanece.
A terceira é o efeito do tempo. Descobertas recentes são sistematicamente subestimadas em rankings de impacto, porque suas consequências ainda não se manifestaram por completo. Essa distorção é inevitável e está registrada nas limitações de cada página que ordena por impacto histórico.