Política editorial
As regras que valem para tudo o que é publicado, incluindo o tratamento de temas de saúde, a separação entre conteúdo e publicidade e o uso de material visual.
Princípios gerais
Quatro princípios têm precedência sobre qualquer outra consideração editorial, inclusive sobre o interesse de um tema ou a atratividade de uma lista.
- Precisão antes de alcance. Entre publicar rápido e publicar certo, publicamos certo. Uma página é adiada quantas vezes forem necessárias até que suas afirmações estejam sustentadas.
- Transparência de método. O leitor deve conseguir reconstruir o raciocínio que levou àquela ordem. Critérios ocultos são incompatíveis com o que fazemos.
- Proporcionalidade. A ênfase dada a uma descoberta corresponde ao peso da evidência disponível, não ao apelo narrativo do episódio.
- Reversibilidade. Toda decisão editorial pode ser revista diante de evidência nova. Nada é publicado como definitivo.
Separação entre fato e julgamento
Esta é a regra estruturante do acervo. Afirmações factuais e avaliações editoriais ocupam lugares distintos e recebem tratamento distinto na página.
São tratadas como fatos as informações verificáveis em fonte identificável: datas de publicação, autoria de trabalhos, resultados de experimentos, valores medidos, decisões de comitês, indicadores populacionais. Toda afirmação nessa categoria precisa ter fonte, e a fonte precisa constar da lista de referências.
São tratadas como julgamento editorial as decisões que dependem de critério: quais descobertas entram na lista, em que ordem, com que ênfase e sob qual recorte. Essas decisões são declaradas como tais, com o critério que as fundamenta visível na mesma página.
Nunca apresentamos julgamento com a gramática do fato. Frases como "esta foi a descoberta mais importante da história" não são publicadas; o que se publica é "esta descoberta ocupa a primeira posição segundo os critérios descritos acima", seguida da justificativa.
Tratamento de temas de saúde
Conteúdo sobre medicina, doenças, tratamentos e saúde pública recebe cuidado adicional, porque erros nessa área têm potencial de causar dano concreto.
Descrevemos descobertas em perspectiva histórica e científica, jamais em registro de recomendação. Não indicamos tratamentos, não sugerimos condutas, não comparamos a eficácia de terapias disponíveis hoje e não emitimos qualquer forma de orientação individual.
Dados epidemiológicos são citados sempre com a fonte e o ano de referência, porque números de saúde mudam e um dado sem data é um dado enganoso. Damos preferência a séries mantidas por organismos internacionais e institutos nacionais de pesquisa.
Temas de saúde sujeitos a desinformação recorrente — vacinas, antibióticos, doenças infecciosas — são tratados com base no consenso das autoridades sanitárias e das entidades científicas reconhecidas, com as fontes explicitadas. Não damos espaço a alegações contrárias a esse consenso a título de equilíbrio, porque falsa simetria é uma forma de imprecisão.
Toda página com conteúdo dessa natureza traz o alerta de que nada ali substitui a avaliação de um profissional de saúde.
Publicidade e conteúdo
A sustentação financeira do acervo não interfere no que é publicado, e a separação entre as duas coisas é mantida por regras firmes.
Publicidade, quando exibida, é sempre distinguível do conteúdo editorial e nunca imita a aparência de um ranking, de uma posição ou de um texto informativo. Não usamos formatos que confundam anúncio com matéria.
Anunciantes não participam da definição de pautas, não têm acesso prévio a conteúdo não publicado, não podem solicitar alterações e não recebem tratamento diferenciado em nenhuma página. A relação comercial é operada de forma inteiramente separada da produção editorial.
Não publicamos conteúdo patrocinado, publieditorial, resenhas pagas ou listas comissionadas. Propostas nesse sentido são recusadas.
Uso de material visual
As imagens que acompanham os rankings são composições gráficas próprias, criadas especificamente para este acervo. Elas cumprem função de identificação visual e de organização da leitura.
Não usamos retratos de cientistas gerados artificialmente, reconstituições de episódios históricos nem representações de experimentos que possam ser confundidas com registro documental. Uma imagem que parece um documento histórico sem ser um cria falsa impressão de evidência.
Todas as imagens têm descrição textual alternativa, para que a página permaneça compreensível quando as imagens não puderem ser exibidas ou quando a leitura for feita por recursos de acessibilidade.
Linguagem e acessibilidade
Escrevemos em registro claro, sem infantilizar o leitor e sem exibir erudição desnecessária. Termos técnicos são explicados na primeira ocorrência e usados com consistência ao longo do texto.
Evitamos sensacionalismo em títulos e no corpo dos textos. Expressões como "revolucionário", "chocante" ou "que a ciência escondeu" não têm lugar aqui, e nenhuma página promete mais do que entrega.
A estrutura das páginas segue hierarquia consistente, com índice de navegação, marcação semântica adequada e contraste suficiente entre texto e fundo, de modo a permitir leitura confortável em telas de qualquer tamanho e por meio de tecnologias assistivas.